segunda-feira, 13 de abril de 2009

UNESCO enaltece apoio de Kadafi ao ensino da história africana



Notícia

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) saudou o compromisso do líder líbio, Muamar Kadafi, presidente em exercício da União Africana (UA) a patrocinar o projecto de introdução da história geral de África no sistema de ensino dos países africanos.

A UNESCO elogiou ainda a concordância de Kadafi para inscrever este projecto na agenda da próxima Cimeira da organização continental.

Numa mensagem enviada a Kadafi o director-geral da UNESCO, Koïchiro Matsuura, acrescenta que esta decisão permitirá um debate ao mais alto nível que vai salientar a importância da harmonização e da unificação dos programas de ensino africanos.

Matsuura indicou igualmente que o precioso apoio de Kadafi à sua instituiç&

atilde;o (UNESCO) permitirá a execução de iniciativas palpáveis em conformidade com o que foi determinado no plano de trabalho desta agência onusina relativo às línguas a nível do continente africano.

"A UNESCO, através dos seus domínios de competência, vai prosseguir todo o apoio possível à UA e aos seus países membros com vista à instauração de várias acções susceptíveis de promover o desenvolvimento, a integração e a complementaridade em África", prometeu na sua mensagem.

O director-geral da UNESCO agradeceu ao líder líbio por ter aceite abrir os trabalhos do Terceiro Fórum das Organizações Regionais e Sub-regionais Africanas para o apoio da cooperação entre a UNESCO e a Nova Parceria para o Desenvolvimento em África (NEPAD) organizada em Fevereiro passado em Tripoli.

Indicou que este engajamento de Kadafi vai encorajar a sua instituição a prosseguir a sua acção ao serviço da integração africana.
Pana

Fonte: Portal Africanidade.com
http://www.africanidade.com/articles/2350/1/UNESCO-enaltece-apoio-de-Kadafi-ao-ensino-da-histAria-africana-/Paacutegina1.html

Enquanto isso, no Brasil, não temos a obrigatoriedade de disciplinas que contemplem a história do continente africano e a contribuição de africanos e seus descendentes escravizados na formação econômica, cultural e política do Brasil nas licenciaturas das universidades brasileiras.

Mesmo entre as universidades que implementaram reservas de vagas no estibular visando combater a discriminação racial no acesso ao ensino universitário é flagrante a falta de uma formação docente qualificada que possa preencher essa lacuna do ensino básico.

Enquanto a África se prepara para oferecer para @s african@s uma educação um pouco mais consciente da história de sua terra-mãe, nós aqui no Brasil ainda lutamos pelo reconhecimento da importância de conhecer a história do continente que, mesmo forçadamente, ajudou o Brasil a ser o segundo maior país negro do mundo.

Oxalá consigamos avançar!

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