Pedro Ferreira
Sidney Lopes/EM/D.A Press

Material apreendido pela PF inclui livro escrito por Hitler
Belo Horizonte — A Polícia Federal de Belo Horizonte desencadeou ontem uma operação de combate à divulgação de conteúdo racista e neonazista pela internet. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em casas de suspeitos de fazer apologia ao ódio racial. As residências ficam nos bairros Nova Suíça, Jardim América e São Francisco, na capital mineira, e no Jardim Riacho, em Contagem, na Grande BH. Cinco HDs e vários materiais de apologia ao ódio e ao racismo, que eram divulgados em duas comunidades do Orkut, foram apreendidos no endereço de Contagem. O que mais chamou a atenção da polícia foi o livro Mein kampf (minha luta), de Adolf Hitler, com mais de 200 páginas. Também foi apreendido um CD com músicas discriminatórias.
O dono do material apreendido, que tem pouco mais de 20 anos, confessou que era amigo do neonazista Bernardo Dayrell, assassinado com a namorada Renata Waeschter Ferreira, em 21 de abril, em Quatro Barras (PR). O crime teria sido encomendado pela liderança nacional de um movimento neonazista por causa de uma disputa de poder entre grupos rivais. Batizada de OPA (sigla para ódio e preconceito por acesso à internet), a operação não resultou em nenhuma prisão, mas todos os suspeitos deverão ser indiciados. O morador de Contagem, que não teve a identidade revelada, já responde, em liberdade, por incitação e apologia ao nazismo e ao ódio racial, crime previsto no Artigo nº 20 da Lei Federal 7.716/89. A pena pode ser de dois a cinco anos de prisão.
Comunidades
De acordo com o delegado de Defesa Institucional da PF, Marinho Silva Rezende, foram seis meses de investigação via internet, verificando comunidades do Orkut com mensagens neonazistas. “Há uma comunidade na nossa região e conseguimos detectar quatro alvos (endereços), nos quais cumprimos mandados de busca e apreensão. Encontramos, além do material que estava veiculado na internet, muitas publicações de cunho nazista”, disse o delegado.
Marinho mantém sigilo sobre possíveis reuniões e atos de violência praticados pelo grupo mineiro para não atrapalhar a continuidade das investigações. Pelo conteúdo das páginas no Orkut, segundo o policial, o grupo mineiro tinha a mesma intenção da comunidade ligada ao jovem assassinado no Sul do país, que é a criação de uma colônia neonazista. “Havia um grupo muito forte. Eles se identificam como irmãos nesse propósito nazista, pregando o preconceito contra as minorias, como homossexuais, negros e judeus, defendendo a supremacia da raça branca”, disse o delegado. Pelo menos mil pessoas participavam das comunidades do grupo mineiro.
Fonte: Correio Braziliense
http://www.correiobraziliense.com.br/impresso/
(acessado em 30 de maio de 2009)
Esta notícia foi veiculada um dia antes no portal O TEMPO Online (www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=43592)
ResponderExcluirOlá Marco, primeiramente tinha vista esta notícia no Correio Braziliense impresso. Eu não tinha visto o portal O Tempo, na verdade desconhecia o portal até o seu comentário. Algumas notícias veiculadas aqui poderão ser postadas com dias de atraso em relação a alguns veículos de comunicação. Agradeço o comentário e graças a você tenho outra fonte onde posso procurar mais notícias. Obrigado!
ResponderExcluir